análise
4 jeitos da IA te enganar (e o que fazer em cada um)
Não é má-fé. A IA foi treinada pra sempre responder, e quando não sabe, ela compõe algo com formato de resposta certa. Conhecer os 4 padrões de composição é o que transforma você de alvo em auditora.
1 · A citação fantasma
Como aparece: "Como disse Einstein...", "segundo a Harvard Business Review...". Autor famoso, fonte respeitada, frase que ninguém acha depois.
O que fazer: peça o link ou a referência completa. Fantasma some quando você acende a luz:
2 · A estatística órfã
Como aparece: "68% das empresas já usam...". Número preciso, origem nenhuma. Estatística sem pai nem mãe.
O que fazer: antes de repetir o número em qualquer lugar, uma busca rápida: se o dado for real, aparece em 30 segundos. Não apareceu? Trate como chute bem-vestido.
3 · A confiança em coisa que mudou
Como aparece: preços, versões de app, leis, cargos, datas de eventos. A IA responde no presente com memória do passado, sem avisar.
O que fazer: pergunte "até quando vai a sua informação sobre isso?" e confira qualquer coisa mutável direto na fonte oficial (site do serviço, texto da lei, página da empresa).
4 · O detalhe perfeito demais
Como aparece: você pergunta algo obscuro e recebe passo a passo completo, com nomes de menu e botões exatos... de uma tela que não existe.
O que fazer: teste um passo antes de confiar no caminho inteiro. Se o passo 2 já não bate com a sua tela, os outros oito também não vão bater.
A regra que resume as quatro
Quanto mais importante a informação e mais difícil de conferir depois, mais ela merece verificação agora. Rascunho de e-mail, erro custa pouco. Número em apresentação pra diretoria, custa caro. Ajuste a desconfiança ao tamanho do estrago.
— Marina